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terça-feira, 29 de novembro de 2016

DICA MUSICAL ✌ ♪

   Conhecem o Mika? O jovem já integrou o grupo Rebeldes, que surgiu durante a versão brasileira da telenovela "Rebelde" e possui uma musicalidade ótima. Talvez surja o preconceito devido ao grupo e à novela, mas ele canta bem, sim, e tem dois EPs com músicas de qualidade auditiva e bastante viciantes. 
   Micael Borges, apesar de não ser um dos rapazes que mais cantava no RBR - Rebelde Brasil -, ele já demonstrou mais de 3 oitavas de alcance vocal. Vale a pena conhecer seu trabalho solo, ainda que ao vivo ele cometa alguns deslizes. Com o tempo certamente melhorará.

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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

ANÁLISE VOCAL: FIFTH HARMONY


    A análise vocal grupal de hoje tratará de uma girlband que vem crescendo de forma explosiva. Trata-se de Fifth Harmony. Intérpretes do hit "Worth it", que conta com mais de 1 bilhão de visualizações no YouTube, as moças lançaram em maio deste ano seu segundo álbum de estúdio, que trouxe outro hit, "Work From Home", que já ultrapassou 1 bilhão de visualizações também. É inegável: essas garotas vieram pra ser firmar no mercado fonográfico mundial.  
     O quinteto surgiu no reality show musical americano "The X Factor", quando as cinco integrantes foram incentivadas a formar a parceria, já que, separadamente, como elas se apresentaram na competição, não obtiveram êxito, apesar de muito talentosas. Quando unidas, as jovens mostraram uma química musical e surpreenderam os jurados, conseguindo se manter na disputa e alcançar o 3º lugar, na véspera da final. Com o fim do programa, elas estavam com uma legião de fãs. Hoje, estão ainda mais conhecidas e até bem-sucedidas que os próprios participantes que ficaram em segundo e primeiro lugar no reality - especialmente pelo seu estilo musical, que é mais "comercial", a nível internacional.    
     Chega de fatores históricos sobre a criação do girlgroup. Vamos conhecer melhor as vozes delas. Antes, alguns dados importantes:
 
Nº de Integrantes: 05
Afiliações: Maluma, Kid Ink, Boyce Avenue, dentre outras. 
Estilo: Pop, Dance, R&B
Álbuns: 02
Extensão Vocal juntas: (C3-E♭7) - 4,2 oitavas

Integrantes

♫ Ally Brooke - De 2012-atualmente
♫ Camila Cabello - De 2012-atualmente
♫ Dinah Jane Hansen - De 2012-atualmente
♫ Lauren Jauregui - De 2012-atualmente
♫ Normani Kordei - De 2012-atualmente


   Apesar de, quando juntas, as vozes das integrantes confundirem, há bastante variedade e peculiaridade em cada timbre. Contudo, normalmente, é mais fácil perceber isto quando já se tem afinidade com as vozes.
   Há quem critique a falta de maior utilização de harmonias vocais pelo quinteto (até mesmo pelo nome do grupo - Quinta Harmonia, em português). De fato, isto é verdade, elas não aplicam tanta harmonização. Porém, quando o fazem, o resultado é bem significativo, como pode visto neste medley performado no Billboard Women in Music, bem como neste outro medley. De todo modo, as meninas precisam reforçar este aspecto musical delas. 
   Deficiências à parte - algo normal, pois nenhum artista é perfeito -, há muita química musical entre essas garotas, desde a época do The X Factor. Isto é fato. Um dos maiores exemplos dessa "mistura perfeita" entre elas foi sua primeira performance juntas, como um grupo, o que ocorreu na canção "Impossible". Na mesma, houve uma divisão ótima dos vocais, aproveitando bem cada timbre; outro exemplo é a apresentação de uma versão acústica de "We Know" em 2014, na Billboard; por fim, destaco também esta contagiante interpretação acústica de "Que Bailes Conmigo Hoy".   
   Quanto às divisões harmônicas, apesar de elas revezarem bastante, normalmente tem-se o seguinte padrão: Normani e Lauren na região grave; Ally, Camila e Dinah na aguda. Pra falar a verdade, Camila costuma ficar na base, já que possui muitos solos. Contudo, razoavelmente a vemos complementando os vocais para suas colegas, como em "Better Together", na qual faz segunda voz pra Ally em alguns momentos; também em "That's My Girl", harmonizando com Lauren - o que combina muito, devido ao contraste das vozes. Sem falar nos arranjos vocais que Cabello aplica a várias faixas.
   Lauren e Normani raramente harmonizam em regiões altas, especialmente porque são o suporte da base harmônica grave da girlband. Um exemplo prático disto é "Miss Movin' On", cujas notas baixas são cantadas por Normani, na versão original em inglês; e por Lauren, na versão em espanhol, chamada "Sin Tu Amor". Creio que a mudança de vocalista entre as versões ocorra por Lauren ser fluente em espanhol, sendo mais fácil para ela cantar neste idioma.
   Dinah, cujos graves não são tão bons, assim como Ally, costuma cantar nas harmonias mais agudas. A diferença principal é que Dinah tende a ornamentar mais, bem como fazer arranjos em voz de cabeça, enquanto Ally prefere a voz mista mesmo. Obviamente, isto varia de faixa para faixa.
   Uma reclamação constante dos críticos - e até dos fãs - é a má distribuição dos solos para o quinteto. Contudo, existem algumas canções delas com bastante equilíbrio na divisão dos vocais, como: Better Together (o nome já diz tudo) e a maioria das faixas do EP com mesmo título. No último disco, também houve uma melhoria neste quesito.    
   Partamos, agora, para uma análise mais específica de cada uma:

Ally Brooke
Idade: 23 anos
Tipo de Voz: Soprano 
Extensão Vocal: (D3-G6) - 3,4 oitavas

Ally é a responsável pela maioria das notas sustentadas do grupo, bem como os tons mais agudos em geral - quando em voz plena. Tem um timbre de sonoridade mediana (o que confunde acerca da sua classificação) e levemente impostado. Suas notas altas são cheias e atingidas com uma facilidade notável, mas com uma falta de maior consistência na transição entre a voz de peito e o mix vocal. Já emitiu um B5 e B5 mistos, respectivamente em performances de "Bo$$" e "Better Together" - vale citar que na versão de estúdio essas notas não estão presentes. Quanto aos agudos altos e sustentados, destacam-se os de "Sledgehammer", "Write On Me" e, novamente, "Bo$$". Apesar de ter graves significativos, eles não são muito firmes e confortáveis para ela. Ally é uma das vozes mais potentes e poderosas do grupo, mas ainda não tão explorada em sua totalidade. No 7/27, segundo álbum do quinteto, "deu uma folga" aos agudos, usados amplamente por ela nos outros discos, e pôde mostrar mais seus graves e médios. Destaques vocais dela podem ser vistos em "Gonna Get Better" (a qual sola em quase toda a faixa), "Better Together" e "Who Are You". Vale ainda citar que, junto a Normani, é uma das poucas integrantes que domina e utiliza o registro de apito, apesar de não demonstrá-lo frequentemente nos shows.    

Camila Cabello
Idade: 19 anos
Tipo de Voz: Soprano 
Extensão Vocal: (D3-G6) - 3,4 oitavas

Camila é a responsável pela maioria das ornamentações nas canções do quinteto, além de ser a integrante que mais improvisa nas performances, mudando diversos trechos de seus solos da versão em estúdio. Por falar em solos, ela é a componente com maior número deles, em todos os álbuns. Há um equilíbrio bem interessante entre a região grave e aguda de Camila, o que a permite transitar das notas baixas às notas altas com qualidade e consistência ótimos para um soprano. Geralmente, ela tem desempenho melhor neste aspecto em performances ao vivo, como nas de "Bo$$" e "We Know". Sobre a sonoridade de sua voz: é rouca, suja (áspera) e bastante aguda, além de nasal. Não poderiam ser esquecidas as falhas que a voz expressa ao cantar. As falhas que menciono não são no sentido de desafinação ou afins, mas no quesito de quebras vocais naturais. Por cantar solos em praticamente todas as músicas do Fifth Harmony, seus vocais podem ser bastante notados em muitas faixas e em muitas nuances. Apesar de não demonstrar ter tanta técnica vocal, seu domínio de voz é muito bom, bem como seu alcance, o qual é todo em voz plena. Com uma técnica bem aplicada, se tornaria uma vocalista ainda mais eficiente.  

Dinah Jane
Idade: 19 anos
Tipo de Voz: Mezzo-Soprano 
Extensão Vocal: (E3-F6) - 3,2 oitavas

Dinah pode ser considerada a integrante mais equilibrada do quinteto, vocalmente falando. Assim como Ally, entoa muitas das notas altas do grupo, bem como sustentadas. Além disso, tem melismas e outras ornamentações executadas de forma bem precisa. Dinah possui um timbre muito maduro, pesado, e é a detentora de maior agilidade vocal, dentre suas companheiras de girlband. Há quem se refira à morena como soprano, mas a vejo como meio-soprano mesmo - ainda que seus graves não sejam tão firmes. Dentre os destaques vocais dela, tem-se: "Body Rock", "Everlasting Love" e "Who Are You". Já no disco mais recente das garotas, "Squeeze", "All in My Head (Flex)" e "Scared Of Happy" têm bastante participação de Dinah em solos - mas numa região mais intermediária ou não tão aguda. Não poderia deixar de citar a voz de cabeça dela, bastante utilizada em seus extremos, sendo um dos pontos altos de ornamentação na harmonia grupal. Os melismas são marca constante, mas aplicados de forma bem equilibrada e enriquecedora. Sem dúvidas, uma das componentes mais completas do Fifth Harmony.

Lauren Jauregui
Idade: 20 anos
Tipo de Voz: Mezzo-Soprano 
Extensão Vocal: (C3-F6) - 3,3 oitavas

Uma das vozes mais maduras do grupo, traz equilíbrio, mediante tantas vozes de extensões pro agudo. Lauren possui seus tons altos, obviamente, mas dentro do quinteto, seus vocais médios e graves são densamente explorados. Isto é essencial, afinal, é aqui onde está a beleza de seu timbre, bem como o diferencial de sua voz em relação às companheiras de grupo. Assim como Normani, é presença constante nas harmonias graves das canções. Um fato interessante é que as vozes de ambas, às vezes, chegam até a confundir, nesta zona vocal. O timbre de Lauren é belo, forte, sensual e dotado de uma rouquidão que o torna ainda mais atrativo. Uma ótima demonstração de seus vocais é a canção "We Know", a qual ela sola em muitas partes. No último álbum, há bastantes solos da morena - a maioria numa região mais mediana e/ou grave, o que privilegia seu timbre, já que é confortável pra ela. Há quem pense que ela seja contralto, mas suas notas baixas, apesar de boas, não tem sonoridade e conforto desta classificação. Contrariando sua voz áspera, Lauren é apta a emitir notas altas em voz de cabeça com consistência e limpidez, como um B5 demonstrado num aquecimento vocal, nos bastidores de uma apresentação.   

Normani Kordei
Idade: 20 anos
Tipo de Voz: Mezzo-Soprano 
Extensão Vocal: (C3-E7) - 4,1 oitavas

Normani possui uma voz suave, de sonoridade intermediária e projeção vocal também mediana. É a detentora da maior extensão vocal do grupo; é ainda uma das que menos solam. A moça é a que demonstra maior instabilidade vocal, ao vivo - creio que por insegurança. No novo álbum (7/27), teve a oportunidade de explorar melhor seus vocais em regiões ainda não expostas em canções do grupo. Destaco o E5 de "I Lied" (sua maior nota em voz mista que foi demonstrada em canções do Fifth Harmony) e o E6 de "Gonna Get Better" (no álbum, esta nota soa voz de cabeça, mas ao vivo, ela a emitiu em whistle register). Por falar no famoso registro de apito, os whistles são sua marca registrada. Apesar de pouco explorada em solos, a voz de Normani traz muito enriquecimento ao grupo, tendo em vista que atua e sustenta a base harmônica grave do quinteto, junto com Lauren. Na maioria das canções com harmonizações graves, ouviremos sua voz, o que reforça sua importância e valor para a girlband. Outro destaque são suas notas médias: ricas, brilhantes e flexíveis.

Dicas de Músicas: Better Together; Sledgehammer; Bo$$; Worth It; Miss Movin' On; Me & My Girls; I Lied; Squeeze; All In My Head (Flex); Work From Home; Write On Me; The Life; Everlasting Love; Who Are You; We Know; That's My Girl; Gonna Get Better; I'm In Love With a Monster; La La Latch (mashup).
     
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sábado, 20 de agosto de 2016

MÚSICA DO DIA ... ♫

THIS AIN'T OVER
 

Intérprete: Alex Newell
Estilo: Pop, Dance
Ano: 2016
Extensão Vocal: (G3-G5) - 2 oitavas

Notas: Esta canção é muito massa! A faixa faz parte do EP do cantor americano Alex Newell, conhecido por ter participado do "The Glee Project" e do seriado em si. Viciante e com belos vocais, "This Ain't Over" é um pop bem dançante e equilibrado. Um fato interessante é que este rapaz é um dos poucos contratenores cuja voz consegue me agradar, no sentido de gostar do timbre. E o que falar da zona vocal na qual a música é cantada? Muito alta e bem dominada por Alex, cheia de E♭5 nos refrãos. Sem falar do G5 misto. Vale a pena conferir.


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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

DICA MUSICAL ✌ ♪

   Como podem ver, blog de volta, e eis que lhes trago um novo quadro: Dica Musical. Sem mais delongas, nele trarei sugestões de cantores, bandas, canções ou algo mais que ache interessante que conheçam. Pra começar em alto e polêmico estilo, vamos de funk.
 

   Mc Livinho é um dos nomes aclamados do funk brasileiro. O jovem possui um belo alcance vocal na região aguda, algo natural pra um tenor de voz leve. Em contrapartida, apesar de sua propensão vocal natural pro agudo, seus graves não são ruins. O alcance vocal demonstrado é de pouco mais de 2 oitavas - fator notável pro estilo que canta, que não exige muito da voz.
   Há muita conotação sexual em suas canções (vezes, explícita; vezes, implícita), como nos funks em geral. Contudo, dentre os cantores que já pude ouvir deste segmento, ele se destaca pela beleza, agilidade e qualidade vocais, além de técnica. O fato de cantar funks com melismas, agudos, falsetes e outros ornamentos é um dos maiores diferenciais e atrativos no trabalho do rapaz.
    Para quem tiver problema com funk, recomendo que nem assista ao vídeo que deixarei ao final da postagem. Eu, como não tenho "besteira" com estilo algum, curto o material vocal dele, e até algumas de suas faixas. Afirmo que vale a pena, ao menos, dar uma conferida no som do rapaz. 


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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

ENTREVISTA: JOZYANNE

   Jozyanne é um dos sólidos nomes no cenário da música cristã brasileira. A cantora já integrou grupos icônicos, como o Altos Louvores e o Voices, nos quais teve um grande destaque - em especial, neste último. E hoje, em carreira solo e já com diversos álbuns lançados, nos concedeu o prazer de realizar uma entrevista, durante sua passagem aqui pelo Rio Grande do Norte, na cidade de Currais Novos.
   Durante a mesma, foram explorados assuntos acerca de seu alcance, classificação e técnica vocais, rotina de exercícios, cuidados com a voz, dentre muitas outras temáticas de alta relevância.  


   O que me deixou bastante impressionado foi a mentalidade dela com relação à saúde vocal e a preocupação em cantar em tons que casem com o ambiente no qual geralmente realiza suas apresentações: a igreja. Outro fator muito interessante foi o relativo à extensão vocal, pois ela declarou que, antigamente, cantava músicas de Sandi Patty e ia com facilidade na região aguda do soprano.
   A entrevista foi presencial, como já citado acima, e foi realizada não por mim, porque moro em Mossoró (um pouco longe da cidade na qual Jozyanne estava), mas por um amigo e criador de conteúdo da página #EAV (Extensão e Análise Vocal) no Facebook. Seu nome é Gabriel Alves. Eu fiz o roteiro de entrevista e ele o executou, e de forma bastante descontraída, com direito a dueto com a cantora e tudo, ao final do diálogo. Confiram:


   Deixo expressa aqui minha gratidão à Jozyanne pela entrevista concedida, em meio à correria. Também não poderia deixar de ser grato ao Gabriel Alves, que me auxiliou sendo repórter e mediador para a realização deste contato. Que Deus abençoe o ministério da Jozyanne.  

♫ Mídias Sociais da JOYZANNE

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terça-feira, 9 de agosto de 2016

LEONARDO GONÇALVES E SEU "HIATO" NA CARREIRA MUSICAL

   Uma notícia que pegou muitos de surpresa: Leonardo Gonçalves irá dar uma pausa na carreira por tempo indeterminado. Em entrevista dada ao site da revista Veja, o cantor detalha este tema e outros bem relevantes.


   Leonardo Gonçalves é um dos primeiros nomes (se não o primeiro) a ser mencionado quando o assunto trata de vocalistas masculinos da música cristã brasileira. E quando se fala em técnica vocal, então, o nome é presença constante. Contudo, os que acompanham sua carreira terão de se conformar com o hiato proposto por ele; e, como se espera numa situação desse feitio, sem prazo para voltar. 
   Mas o que motivaria uma pausa numa carreira em pleno auge? Isto pode ficar mais claro (ou não) para quem ler a entrevista. Aqui, tratarei acerca da minha concordância com esta pausa e dos  benefícios que ela trará para a carreira e musicalidade dele. Sim, será uma matéria talvez polêmica, creio, mas, quer vocês concordem ou não, exporei minha opinião.
   LG sempre foi referência quanto ao seu desempenho vocal. Todavia, é inegável que o mesmo vinha decaindo em suas performances ao vivo, que demonstravam um Leonardo de voz cansada (para não dizer exausta). Notas tensionadas, algumas vezes gritadas, "fuga" de alguns agudos, quebras na voz, dentre outros aspectos negativos. Enfim, muitos eram os problemas percebidos constantemente nas performances que ele vinha fazendo. 
   Para quem acha que estou exagerando e/ou mentindo, aqui vão apresentações nas quais ele não teve um desempenho vocal muito legal:

♦ Performance de "Sublime" no Programa Raul Gil;
♦ Performance acústica de "Sublime";
♦ Performance de "Acredito (We Believe)".

   É quase inacreditável que o cantante do terceiro vídeo é, sim, Leonardo Gonçalves, um dos cantores do meio cristão que mais é dotado de técnica - sem exageros, óbvio. Mas, ele é humano, suscetível a erros. Contudo, percebemos a gravidade da condição vocal que ele apresenta, especialmente se levarmos em conta que este quadro só vem se agravando - o último vídeo é recente, de cerca de 1 ou 2 meses atrás. Eu fiquei triste em vê-lo assim. Isto me leva a crer que uma das maiores razões para a "interrupção" das atividades musicais seja por questões de repouso vocal, quiçá também artístico.      
   Obviamente, como já falado, ele possui, sim, bastante técnica. Porém, a carga excessiva de compromissos e uso vocal com certeza estavam afetando o cantor - afinal, de acordo com o próprio Leonardo, são 22 anos de carreira ininterrupta. Ainda mais se levarmos em conta que o repertório dele não é nada simples: canções de extremo uso da voz, recheadas de ornamentos, notas sustentadas e extensão vocal no extremo da tessitura. Convenhamos que os agudos, a partir do Dó 5, não são mais tão fáceis para ele. E, dependendo da canção, abaixo disto também. 
   E o que falar dos problemas pessoais que ele estava passando? Para quem estiver por fora desse assunto, o que acho difícil, falo do divórcio que ele enfrentou recentemente. Isto também afeta a saúde vocal, tendo em vista que o estresse atinge o corpo como um todo. É conveniente mencionar também a invasão de privacidade e ovação que tem incomodado LG, segundo ele mesmo menciona na entrevista, se referindo à "cultura da selfie", no sentido de dizer que o público cristão está extrapolando o limite de admiração aos artistas e passando a ficar desfocado de Cristo. Estas razões são bastante fortes e respaldam bem o hiato que o cantor irá fazer ao final de 2016.
   Sendo assim, um descanso era mais do que necessário, para agora. Caso contrário, as performances árduas que Leo estava desempenhando para interpretar suas próprias canções lhe acarretariam sequelas possivelmente graves nas pregas vocais. Eu só espero que ele se recupere, em todos os sentidos, e volte a fazer o que faz de melhor com sua voz: louvar a Deus. Desta forma, essa pausa não é só boa, mas de extrema urgência para que Leonardo Gonçalves se restabeleça nos âmbitos pessoal, musical e cristão.
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terça-feira, 8 de março de 2016

ENTREVISTA: ROBERTA DI ANGELLIS

   Com diversos álbuns solos lançados e tendo integrado o grupo Altos Louvores, ao lado de ícones da música cristã brasileira, Roberta Di Angellis é a estreante do novo quadro aqui do blog: o de entrevistas. E é uma honra ter este nome aqui presente.
   Com um timbre  diferenciado e uma musicalidade infinda, Roberta é um meio-soprano com mais de 3 oitavas de extensão vocal. Suas composições são profundas e poéticas, sem falar da ousadia de apostar num estilo bem inovador como predominante em muitos de seus álbuns: o rock sinfônico. Não que ela se limite ao mesmo.
   Vamos conhecer um pouco mais da voz e arte musical que fazem parte de sua carreira. Primeiramente, obrigado, Roberta, por nos conceder a honra dessa entrevista.


#1 EAV – Já que o nome da página é “Extensão e Análise Vocal”, vamos começar falando de sua extensão vocal. A que você demonstrou é bastante ampla - cerca de 3 oitavas e meia. Você ainda é capaz de atingir notas mais agudas e/ou mais baixas que as que pusemos em seu vídeo de alcance vocal?

Roberta di Angellis - Vocês conseguiram realizar nesta seleção a minha nota mais grave e a mais aguda. É isso aí mesmo, nem mais nem menos.
 
#2 EAV – Sua voz, em todos os álbuns, demonstra excelência nos agudos e nos graves. Você tem conhecimento da sua classificação vocal? Você se considera um soprano ou meio-soprano?

Roberta di Angellis - Considero minha tessitura vocal de mezzo, mas minha extensão vocal me permite alcançar notas bem agudas de soprano.
 
#3 EAV – No álbum “Prova de Amor”, da época em que você usava o nome “Roberta Pegoral”, há alguns agudos no chamado registro de apito, usado por cantoras consagradas, como Mariah Carey. Como você desenvolveu a técnica de emissão desse tipo de agudo em registro de apito? Você ainda é capaz de emitir esse tipo de nota hoje?


Roberta di Angellis - Aprendi essa técnica tentando fazer e encontrando uma forma confortável de fazer. Ao conseguir identificar onde o registro se dava de forma mais saudável fui aperfeiçoando. Ainda consigo fazer o Whistle register do mesmo jeitinho, rsrsrs.
 
#4 EAV – O seu timbre de voz é bastante peculiar e seu estilo, dentro da música cristã brasileira, muito original. Sem falar da técnica vocal apresentada nos álbuns e musicalidade riquíssima. Quem seriam suas influências musicais e vocais? 

Roberta di Angellis - Essa pergunta é sempre difícil de responder, pois por mais que meus últimos CDS foram com um característica do Rock Sinfônico, não estou presa a um estilo, gosto muito mesmo, mas não sou escrava de modismos. Faço o que sinto prazer em fazer. Vejo os estilos como estratégias de se levar uma mensagem, porém o que mais me importa é a mensagem. Eu ouço desde Shirley Carvalhaes, Kari Jobe, Jesus Culture, Birdy, Amaranthe até Evanescence. Ouço o que acho bonito e prazeroso. A arte me influencia pra fazer arte. E a unção de Deus faz a diferença. 

#5 EAV – Qual sua opinião acerca do cenário “gospel” atual?

Roberta di Angellis - O cenário gospel atual é o mesmo de sempre, só que com dimensões maiores. Existe um mercado e existem seus consumidores. Existem pessoas chamadas por Deus e que dão frutos mesmo vivendo de sua arte e outros que envergonham o evangelho de Deus.


#6 EAV – Suas canções são pura poesia. Acho lindíssimas aquelas “Com o Teu Olhar” e “Prova de Amor” – são minhas preferidas. E sobre você, que canção ou canções do seu repertório considera mais marcante? Da época em que integrou o grupo Altos Louvores até a época atual.

Roberta di Angellis - Muito obrigada. As canções são como filhos, cada uma tem sua história e seu valor. Não consigo te dizer rsrsrs....Deixo com vocês essa tarefa!

#7 EAV – Fale-nos um pouco sobre o seu novo projeto discográfico. O que o público pode esperar? As gravações já foram iniciadas? Há alguma previsão de single ou do álbum em si?   

Roberta di Angellis - Sobre o novo projeto, estamos finalizando os arranjos e está ficando lindo. Vocês podem esperar um CD mais mesclado, não só com Rock Sinfônico, mas com elementos mais eletrônicos e ainda muito peso de guitarras!! Tá muito legal. Creio que até junho já esteja à venda.

   Mais uma vez, deixo expressa aqui minha gratidão à Roberta pela entrevista que nos concedeu, em meio à sua rotina tão agitada. Também não poderia deixar de ser grato ao Laioenay Barbosa, grande parceiro e cujo auxílio foi fundamental para que esta entrevista acontecesse. Que Deus abençoe o ministério da Roberta di Angellis e que possamos em breve desfrutar deste novo álbum.  


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