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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

ENTREVISTA: RAQUEL MELLO


   Com uma bagagem musical bastante ampla e uma interpretação das mais viscerais que já pude ver, Raquel Mello, cantora cristã de música brasileira, nos concedeu a grande honra de entrevistá-la. A artista já integrou grupos vocais como o Kades Singers e o Klim Kideshim. Também já emprestou sua voz a diversas canções em filmes, etc.
   Dona de uma das vozes mais marcantes que a música cristã brasileira já pôde proporcionar ao mercado fonográfico, Raquel é um mezzo-soprano com cerca de 3 oitavas de alcance vocal. Flexibilidade e notas eufônicas marcam o canto deste "contralto soprano". Não é à toa ser conhecida por "camaleoa vocal".
   Novamente, muito obrigado, Raquel Mello, pela concessão desta entrevista. Então, vamos às perguntas.


#1 EAV – Percebe-se em suas canções grande facilidade para atingir tanto a região aguda, quanto a grave. Já vi cerca de quase 3 oitavas suas, de extensão vocal. Porém, há muito material que não está disponível na web ou nunca foi registrado. Deste modo, fale-nos sobre seu alcance vocal durante toda sua carreira: qual era a amplitude dele, como está agora?

Raquel Mello Sempre tive facilidade para atingir as notas agudas, na adolescência era bem mais aguda, ganhei mais grave à medida que fui amadurecendo a voz e o agudo continuou bem presente, o que possibilitou uma extensão bem legal pra eu usar. Com o passar do tempo, principalmente após a gravidez, notei que a minha voz ficou mais encorpada, o timbre aveludou. Essa mudança ficou bem evidente no disco Deus não me esqueceu, por exemplo. Os graves vieram com mais força, minha voz ganhou peso e projeção. Estou amando!

#2 EAV – A forma como você canta é muito expressiva, visceral. Sem falar das acrobacias vocais. O que passa pela sua mente na hora de interpretar uma canção? E de onde vem tanta criatividade vocal para os ornamentos que você sempre executa ao vivo?

Raquel Mello - Enquanto canto me transporto para o que estou cantando. Imagino cada cena, é quase visível pra mim, mergulho de cabeça, não vejo ninguém na minha frente, os improvisos e ornamentos vão vindo à medida que a melodia vai se descortinando na minha frente. Sabe, eu me sinto livre quando estou cantando, é como se estivesse voando. A partir dessa sensação de liberdade vou criando, desenhando. Jamais consigo lembrar o que fiz ao colocar a voz numa canção; é algo muito do momento.  

#3 EAV – Raquel, é notável a capacidade que você tem em “manipular” seu timbre, indo do contralto ao soprano, soando com qualidade e adequação ao naipe requerido - uma verdadeira “camaleoa vocal”. Como você explica essa facilidade de colocação vocal e como isto te auxiliou na época em que participou de grupos vocais?

Raquel Mello - Gosto de criar, de viajar entre as notas, experimentar as diferentes texturas da minha voz. Sou mezzo-soprano dramático coloratura e isso me permite ter essa versatilidade que eu curto aproveitar. Aprendo muito ouvindo outros cantores também. Cantar em grupos e corais ampliou meu conhecimento nessa área, sobretudo meu ouvido, que ficou muito apurado. Consigo dividir vozes e me adaptar ao que está sendo requerido para o momento, como num trabalho de backing vocal, por exemplo, em que participei como soprano e contralto, e em trilhas de filmes também em que já fiz coisas bem distintas como em Irmão Urso 2 e O Cão e a Raposa (ambos disponíveis no YouTube). E esse lance da "camaleoa vocal" (risos) vem muito no que pede a música. Por exemplo, nos solos do Kades eu tinha interpretações mais fortes (canção Adoração) e no meu primeiro trabalho solo, Minha Gratidão, a suavidade foi algo predominante, sempre gostei de brincar e com o tempo fui misturando tudo. 

#4 EAV – Quais seriam as referências musicais e vocais de Raquel Mello, tanto na música cristã, quanto secular? Há algum artista no qual você se inspirou no desenvolvimento de suas técnicas?

Raquel Mello - Desde pequena curti MPB, Bossa Nova, Blues, Soul e Black Music. Admirava os Carpenters, sempre fui fã de Whitney Houston, Céline Dion, Sarah Vaughan, Aretha Franklin, Yolanda Adams, CeCe Winans, Sandi Patty, Álvaro Tito, entre outros ... Grupos vocais aqui e grupos vocais americanos. Todos eles me inspiraram muito no desenvolvimento de técnicas. 

#5 EAV – Como a participação no Klim Kideshim e Kades Singers contribuiu para sua formação vocal e musical?

Raquel Mello - Esses dois grupos foram preciosos demais na minha formação vocal. Contudo, antes dos dois, aprendi em casa, com meus irmãos. Sem esquecer dois anos em um seminário de música em SP, o Palavra da Vida, e a turnê pelos Estados Unidos, que também me propiciou uma grande bagagem técnica musical. 


#6 EAV – Apesar de toda sua diversidade vocal, em qual naipe você sente mais conforto? E qual estilo você percebe que combina e valoriza mais seu timbre ou que mais te agrada em cantar? 

Raquel Mello - Amo meu timbre hoje! Amo ser Mezzo! Amo meu grave misturado ao agudo, o leque de oportunidades que ele me permite ter. Porém os estilos que mais curto cantar são o Soul, o Blues, a Black Music, apesar de ter me inspirado muito em cantores de Jazz também. São estilos em que me sinto bastante confortável. Entretanto, sou bem eclética, ouço de tudo e consigo enxergar beleza e me adaptar a diferentes estilos musicais. 

#7 EAV – Você possui algum tipo de rotina de treinamento vocal e/ou cuidados com a voz?

Raquel Mello - Não tomo gelado, me privo de sorvetes, açaí (que amo), refrigerantes, etc. Faço aquecimento antes de cantar. Só tomo sorvetes quando realmente vou ter um espaço de tempo até eu cantar, mas mesmo assim deixo derreter sem estar muito gelado. Faço nebulização e tento controlar as gargalhadas porque sempre exagero rs. 

#8 EAV – Na sua técnica vocal, sempre foi visível uso de glissando, growls, melismas, iodel, dentre outras múltiplas técnicas e ornamentos. Fale-nos um pouco sobre como desenvolveu uma habilidade vocal tão apurada e diversificada.

Raquel Mello - Nunca pude estudar canto em sua profundidade. Queria ter tido condições, mas fui aperfeiçoando ouvindo bons cantores, referências pra mim e também descobrindo por mim mesma, desenvolvendo o dom que Deus me deu. Sempre fui de experimentar ousar em coisas que ia ouvindo. Todo dia você se descobre um pouco, se desafia, experimenta novidades, seus limites e vai criando seu estilo e sua identidade vocal a partir disso.      

#9 EAV – Seu controle respiratório é outro ponto admirável. Tendo em vista que este é um dos maiores problemas que os cantores enfrentam, que conselho você daria a quem deseja melhorar a respiração no canto?

Raquel Mello - A respiração é o ponto de partida para executar bem uma canção. A respiração é que manda. Um bom exercício para ampliar é soprar bexiga, ela auxilia a sustentação e faz o diafragma ficar mais forte.

#10 EAV – Raquel, quais seus projetos para o futuro, no âmbito musical? Há algum gênero ou canção em particular que tenha desejo de gravar ou regravar, bem como algum projeto específico a ser realizado?

Raquel Mello - Projetos sempre tem. Ainda penso num DVD musical em teatro. Um livro com dicas de canto que funcionam comigo, projeto de duetos ... entre outros. Vem regravação por aí também e CD novo em breve. Obrigada pelo interesse e cuidado na elaboração das perguntas. Um grande abraço. Deixo pra vcs ... Josué 1:9.



   Deixo expressa minha gratidão à Raquel, mais uma vez. Quero também ressaltar o apoio do meu amigo Luiz Filhozzi, que foi o elo entre nossa querida Raquel e a equipe Extensão e Análise Vocal. Que Deus abençoe cada vez mais o seu ministério e que os mencionados projetos estejam concretizados em breve para que nós e os demais fãs possamos desfrutar de sua musicalidade.

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

VANUSA, UMA VOZ SUBESTIMADA


   Vanusa, assim como diversas cantoras brasileiras, é exemplo de musicalidade e versatilidade. Infelizmente, ao longo dos anos, após um "incidente" no qual fez uma má interpretação do Hino Nacional, em 2009, ela vem sendo tachada e lembrada apenas como uma cantora de vexames. Entretanto, é um equívoco fechar os olhos pro passado (e presente), desvinculando sua imagem da carreira que trilhou de forma eficaz, especialmente no que diz respeito ao seu potencial vocal.
   Ao contrário do que muitos pensam, a voz de Vanusa não é limitada. Seu alcance vocal é bem satisfatório, ultrapassando 3 oitavas. Sem falar de sua técnica e multiplicidade de nuances vocais.
   O seguinte vídeo nos mostra bem isto:

   
   Listemos, agora, os pontos positivos da voz e musicalidade da loira que nos provam que ela é subestimada por aqueles que não entendem a proporção do seu talento.

1. Da agressividade vocal à suavidade: Na canção "Sunny", é notável a transição que ela executa entre diversos agudos carregados de growl para uma voz limpa e suave. E a ressonância, então? Muito boa. Mas o mérito está no fato de que a mudança entre agudos rasgados com growl para notas suaves poderia causar instabilidade vocal e rouquidão, caso mal executada. Ah, mas isto é estúdio. Sim, porém, vale salientar que as técnicas de edição não eram tão mágicas e tecnológicas como as atuais. Afinal, estamos tratando do ano de 1969!

2. Agudos firmes e ressonantes: As notas altas que Vanusa demonstrou em diversas canções têm uma ótima consistência, além de ressonância satisfatória. Bons exemplos são os agudos das canções "What to Do" (Fá 5), "1971" (Mi 5), "Hey Joe" (Mi 5). Para um mezzo-soprano de timbre com sonoridade bem intermediária, que é o seu caso, a qualidade das notas está muito boa. 

3. Exoticidade vocal: Por que fazer apenas o convencional? Vanusa não era assim, ela ousava e expunha vocais bem exóticos, no sentido de vocalizes e ornamentos experimentais que executava em dadas faixas, como em Atômico, Platônico.

   Há diversos outros pontos a serem mencionados, como alguns dos tratados no vídeo e não abordados aqui. Contudo, creio que os explanados já foram o suficiente para expressar um pouco do talento desta grandiosa artista nacional. Pelo visto, há muitos cantores no nosso país que merecem mais reconhecimento e respeito pelo legado que deixaram.
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

MÚSICA DO DIA ... ♫

AGORA EU QUERO IR ☊ 


Intérprete: Anavitória
Estilo: Pop Rural, folk
Ano: 2016
Extensão Vocal: (G3-B♭4) - 1,2 oitavas

Notas: Quem ainda não ouviu esta belíssima canção do duo Anavitória? Sem dúvida, as garotas estão entre os destaques atuais do mercado fonográfico nacional. Não há nada de exuberância vocal ou extremismo de notas, mas há bastante riqueza musical e conteúdo lírico (sentimento e letra), bem como timbres de uma singularidade e química que acrescentam bastante à interpretação. Vitória, com uma voz mais imponente e rouca; Ana, com uma vozinha leve, delicada e mais aguda. Confiram este belo dueto. 


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terça-feira, 29 de novembro de 2016

DICA MUSICAL ✌ ♪

   Conhecem o Mika? O jovem já integrou o grupo Rebeldes, que surgiu durante a versão brasileira da telenovela "Rebelde" e possui uma musicalidade ótima. Talvez surja o preconceito devido ao grupo e à novela, mas ele canta bem, sim, e tem dois EPs com músicas de qualidade auditiva e bastante viciantes. 
   Micael Borges, apesar de não ser um dos rapazes que mais cantava no RBR - Rebelde Brasil -, ele já demonstrou mais de 3 oitavas de alcance vocal. Vale a pena conhecer seu trabalho solo, ainda que ao vivo ele cometa alguns deslizes. Com o tempo certamente melhorará.

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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

ANÁLISE VOCAL: FIFTH HARMONY


    A análise vocal grupal de hoje tratará de uma girlband que vem crescendo de forma explosiva. Trata-se de Fifth Harmony. Intérpretes do hit "Worth it", que conta com mais de 1 bilhão de visualizações no YouTube, as moças lançaram em maio deste ano seu segundo álbum de estúdio, que trouxe outro hit, "Work From Home", que já ultrapassou 1 bilhão de visualizações também. É inegável: essas garotas vieram pra ser firmar no mercado fonográfico mundial.  
     O quinteto surgiu no reality show musical americano "The X Factor", quando as cinco integrantes foram incentivadas a formar a parceria, já que, separadamente, como elas se apresentaram na competição, não obtiveram êxito, apesar de muito talentosas. Quando unidas, as jovens mostraram uma química musical e surpreenderam os jurados, conseguindo se manter na disputa e alcançar o 3º lugar, na véspera da final. Com o fim do programa, elas estavam com uma legião de fãs. Hoje, estão ainda mais conhecidas e até bem-sucedidas que os próprios participantes que ficaram em segundo e primeiro lugar no reality - especialmente pelo seu estilo musical, que é mais "comercial", a nível internacional.    
     Chega de fatores históricos sobre a criação do girlgroup. Vamos conhecer melhor as vozes delas. Antes, alguns dados importantes:
Nº de Integrantes: 05
Afiliações: Maluma, Kid Ink, Boyce Avenue, dentre outras. 
Estilo: Pop, Dance, R&B
Álbuns: 02
Extensão Vocal juntas: (C3-E♭7) - 4,2 oitavas

Integrantes

♫ Ally Brooke - De 2012-atualmente
♫ Camila Cabello - De 2012-atualmente
♫ Dinah Jane Hansen - De 2012-atualmente
♫ Lauren Jauregui - De 2012-atualmente
♫ Normani Kordei - De 2012-atualmente


   Apesar de, quando juntas, as vozes das integrantes confundirem, há bastante variedade e peculiaridade em cada timbre. Contudo, normalmente, é mais fácil perceber isto quando já se tem afinidade com as vozes.
   Há quem critique a falta de maior utilização de harmonias vocais pelo quinteto (até mesmo pelo nome do grupo - Quinta Harmonia, em português). De fato, isto é verdade, elas não aplicam tanta harmonização. Porém, quando o fazem, o resultado é bem significativo, como pode ser visto neste medley performado no Billboard Women in Music, bem como neste outro medley. De todo modo, as meninas precisam reforçar este aspecto musical delas. 
   Deficiências à parte - algo normal, pois nenhum artista é perfeito -, há muita química musical entre essas garotas, desde a época do The X Factor. Isto é fato. Um dos maiores exemplos dessa "mistura perfeita" entre elas foi sua primeira performance juntas, como um grupo, o que ocorreu na canção "Impossible". Na mesma, houve uma divisão ótima dos vocais, aproveitando bem cada timbre; outro exemplo é a apresentação de uma versão acústica de "We Know" em 2014, na Billboard; por fim, destaco também esta contagiante interpretação acústica de "Que Bailes Conmigo Hoy".   
   Quanto às divisões harmônicas, apesar de elas revezarem bastante, normalmente tem-se o seguinte padrão: Normani e Lauren na região grave; Ally, Camila e Dinah na aguda. Pra falar a verdade, Camila costuma ficar na base, já que possui muitos solos. Contudo, razoavelmente a vemos complementando os vocais para suas colegas, como em "Better Together", na qual faz segunda voz pra Ally em alguns momentos; também em "That's My Girl", harmonizando com Lauren - o que combina muito, devido ao contraste das vozes. Sem falar nos arranjos vocais que Cabello aplica a várias faixas.
   Lauren e Normani raramente harmonizam em regiões altas, especialmente porque são o suporte da base harmônica grave da girlband. Um exemplo prático disto é "Miss Movin' On", cujas notas baixas são cantadas por Normani, na versão original em inglês; e por Lauren, na versão em espanhol, chamada "Sin Tu Amor". Creio que a mudança de vocalista entre as versões ocorra por Lauren ser fluente em espanhol, sendo mais fácil para ela cantar neste idioma.
   Dinah, cujos graves não são tão bons, assim como Ally, costuma cantar nas harmonias mais agudas. A diferença principal é que Dinah tende a ornamentar mais, bem como fazer arranjos em voz de cabeça, enquanto Ally prefere a voz mista mesmo. Obviamente, isto varia de faixa para faixa.
   Uma reclamação constante dos críticos - e até dos fãs - é a má distribuição dos solos para o quinteto. Contudo, existem algumas canções delas com bastante equilíbrio na divisão dos vocais, como: Better Together (o nome já diz tudo) e a maioria das faixas do EP com mesmo título. No último disco, também houve uma melhoria neste quesito.    
   Partamos, agora, para uma análise mais específica de cada uma:

Ally Brooke
Idade: 23 anos
Tipo de Voz: Soprano 
Extensão Vocal: (D3-G6) - 3,4 oitavas

Ally é a responsável pela maioria das notas sustentadas do grupo, bem como os tons mais agudos em geral - quando em voz plena. Tem um timbre de sonoridade mediana (o que confunde acerca da sua classificação) e levemente impostado. Suas notas altas são cheias e atingidas com uma facilidade notável, mas com uma falta de maior consistência na transição entre a voz de peito e o mix vocal. Já emitiu um B5 e B5 mistos, respectivamente em performances de "Bo$$" e "Better Together" - vale citar que na versão de estúdio essas notas não estão presentes. Quanto aos agudos altos e sustentados, destacam-se os de "Sledgehammer", "Write On Me" e, novamente, "Bo$$". Apesar de ter graves significativos, eles não são muito firmes e confortáveis para ela. Ally é uma das vozes mais potentes e poderosas do grupo, mas ainda não tão explorada em sua totalidade. No 7/27, segundo álbum do quinteto, "deu uma folga" aos agudos, usados amplamente por ela nos outros discos, e pôde mostrar mais seus graves e médios. Destaques vocais dela podem ser vistos em "Gonna Get Better" (a qual sola em quase toda a faixa), "Better Together" e "Who Are You". Vale ainda citar que, junto a Normani, é uma das poucas integrantes que domina e utiliza o registro de apito, apesar de não demonstrá-lo frequentemente nos shows.    

Camila Cabello
Idade: 19 anos
Tipo de Voz: Soprano 
Extensão Vocal: (D3-G6) - 3,4 oitavas

Camila é a responsável pela maioria das ornamentações nas canções do quinteto, além de ser a integrante que mais improvisa nas performances, mudando diversos trechos de seus solos da versão em estúdio. Por falar em solos, ela é a componente com maior número deles, em todos os álbuns. Há um equilíbrio bem interessante entre a região grave e aguda de Camila, o que a permite transitar das notas baixas às notas altas com qualidade e consistência ótimos para um soprano. Geralmente, ela tem desempenho melhor neste aspecto em performances ao vivo, como nas de "Bo$$" e "We Know". Sobre a sonoridade de sua voz: é rouca, suja (áspera) e bastante aguda, além de nasal. Não poderiam ser esquecidas as falhas que a voz expressa ao cantar. As falhas que menciono não são no sentido de desafinação ou afins, mas no quesito de quebras vocais naturais. Por cantar solos em praticamente todas as músicas do Fifth Harmony, seus vocais podem ser bastante notados em muitas faixas e em muitas nuances. Apesar de não demonstrar ter tanta técnica vocal, seu domínio de voz é muito bom, bem como seu alcance, o qual é todo em voz plena. Com uma técnica bem aplicada, se tornaria uma vocalista ainda mais eficiente.  

Dinah Jane
Idade: 19 anos
Tipo de Voz: Mezzo-Soprano 
Extensão Vocal: (E3-F6) - 3,2 oitavas

Dinah pode ser considerada a integrante mais equilibrada do quinteto, vocalmente falando. Assim como Ally, entoa muitas das notas altas do grupo, bem como sustentadas. Além disso, tem melismas e outras ornamentações executadas de forma bem precisa. Dinah possui um timbre muito maduro, pesado, e é a detentora de maior agilidade vocal, dentre suas companheiras de girlband. Há quem se refira à morena como soprano, mas a vejo como meio-soprano mesmo - ainda que seus graves não sejam tão firmes. Dentre os destaques vocais dela, tem-se: "Body Rock", "Everlasting Love" e "Who Are You". Já no disco mais recente das garotas, "Squeeze", "All in My Head (Flex)" e "Scared Of Happy" têm bastante participação de Dinah em solos - mas numa região mais intermediária ou não tão aguda. Não poderia deixar de citar a voz de cabeça dela, bastante utilizada em seus extremos, sendo um dos pontos altos de ornamentação na harmonia grupal. Os melismas são marca constante, mas aplicados de forma bem equilibrada e enriquecedora. Sem dúvidas, uma das componentes mais completas do Fifth Harmony.

Lauren Jauregui
Idade: 20 anos
Tipo de Voz: Mezzo-Soprano 
Extensão Vocal: (C3-F6) - 3,3 oitavas

Uma das vozes mais maduras do grupo, traz equilíbrio, mediante tantas vozes de extensões pro agudo. Lauren possui seus tons altos, obviamente, mas dentro do quinteto, seus vocais médios e graves são densamente explorados. Isto é essencial, afinal, é aqui onde está a beleza de seu timbre, bem como o diferencial de sua voz em relação às companheiras de grupo. Assim como Normani, é presença constante nas harmonias graves das canções. Um fato interessante é que as vozes de ambas, às vezes, chegam até a confundir, nesta zona vocal. O timbre de Lauren é belo, forte, sensual e dotado de uma rouquidão que o torna ainda mais atrativo. Uma ótima demonstração de seus vocais é a canção "We Know", a qual ela sola em muitas partes. No último álbum, há bastantes solos da morena - a maioria numa região mais mediana e/ou grave, o que privilegia seu timbre, já que é confortável pra ela. Há quem pense que ela seja contralto, mas suas notas baixas, apesar de boas, não tem sonoridade e conforto desta classificação. Contrariando sua voz áspera, Lauren é apta a emitir notas altas em voz de cabeça com consistência e limpidez, como um B5 demonstrado num aquecimento vocal, nos bastidores de uma apresentação.   

Normani Kordei
Idade: 20 anos
Tipo de Voz: Mezzo-Soprano 
Extensão Vocal: (C3-E7) - 4,1 oitavas

Normani possui uma voz suave, de sonoridade intermediária e projeção vocal também mediana. É a detentora da maior extensão vocal do grupo; é ainda uma das que menos solam. A moça é a que demonstra maior instabilidade vocal, ao vivo - creio que por insegurança. No novo álbum (7/27), teve a oportunidade de explorar melhor seus vocais em regiões ainda não expostas em canções do grupo. Destaco o E5 de "I Lied" (sua maior nota em voz mista que foi demonstrada em canções do Fifth Harmony) e o E6 de "Gonna Get Better" (no álbum, esta nota soa voz de cabeça, mas ao vivo, ela a emitiu em whistle register). Por falar no famoso registro de apito, os whistles são sua marca registrada. Apesar de pouco explorada em solos, a voz de Normani traz muito enriquecimento ao grupo, tendo em vista que atua e sustenta a base harmônica grave do quinteto, junto com Lauren. Na maioria das canções com harmonizações graves, ouviremos sua voz, o que reforça sua importância e valor para a girlband. Outro destaque são suas notas médias: ricas, brilhantes e flexíveis.

Dicas de Músicas: Better Together; Sledgehammer; Bo$$; Worth It; Miss Movin' On; Me & My Girls; I Lied; Squeeze; All In My Head (Flex); Work From Home; Write On Me; The Life; Everlasting Love; Who Are You; We Know; That's My Girl; Gonna Get Better; I'm In Love With a Monster; La La Latch (mashup).
     
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sábado, 20 de agosto de 2016

MÚSICA DO DIA ... ♫

THIS AIN'T OVER
 

Intérprete: Alex Newell
Estilo: Pop, Dance
Ano: 2016
Extensão Vocal: (G3-G5) - 2 oitavas

Notas: Esta canção é muito massa! A faixa faz parte do EP do cantor americano Alex Newell, conhecido por ter participado do "The Glee Project" e do seriado em si. Viciante e com belos vocais, "This Ain't Over" é um pop bem dançante e equilibrado. Um fato interessante é que este rapaz é um dos poucos contratenores cuja voz consegue me agradar, no sentido de gostar do timbre. E o que falar da zona vocal na qual a música é cantada? Muito alta e bem dominada por Alex, cheia de E♭5 nos refrãos. Sem falar do G5 misto. Vale a pena conferir.


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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

DICA MUSICAL ✌ ♪

   Como podem ver, blog de volta, e eis que lhes trago um novo quadro: Dica Musical. Sem mais delongas, nele trarei sugestões de cantores, bandas, canções ou algo mais que ache interessante que conheçam. Pra começar em alto e polêmico estilo, vamos de funk.
 

   Mc Livinho é um dos nomes aclamados do funk brasileiro. O jovem possui um belo alcance vocal na região aguda, algo natural pra um tenor de voz leve. Em contrapartida, apesar de sua propensão vocal natural pro agudo, seus graves não são ruins. O alcance vocal demonstrado é de pouco mais de 2 oitavas - fator notável pro estilo que canta, que não exige muito da voz.
   Há muita conotação sexual em suas canções (vezes, explícita; vezes, implícita), como nos funks em geral. Contudo, dentre os cantores que já pude ouvir deste segmento, ele se destaca pela beleza, agilidade e qualidade vocais, além de técnica. O fato de cantar funks com melismas, agudos, falsetes e outros ornamentos é um dos maiores diferenciais e atrativos no trabalho do rapaz.
    Para quem tiver problema com funk, recomendo que nem assista ao vídeo que deixarei ao final da postagem. Eu, como não tenho "besteira" com estilo algum, curto o material vocal dele, e até algumas de suas faixas. Afirmo que vale a pena, ao menos, dar uma conferida no som do rapaz. 


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